Pólvora e Poesia

Postado por Hamilton Lima | em | sexta-feira, dezembro 10, 2010

Estudos_Figurinos









Fotos: Maira Lins

Jhonatan - Capa de dezembro do Gamboa

Postado por Hamilton Lima | em | quarta-feira, dezembro 01, 2010




Jhonatan e a Coroa de Hibiscos (2010) - acrílica sobre canson - (21x29,07)

Matilde, La Cambiadora de Cuerpos

Postado por Hamilton Lima | em | sexta-feira, outubro 29, 2010

Primeiros Estudos



Outros Estudos


Estudos Finais










Pedro

Postado por Hamilton Lima | em | terça-feira, outubro 26, 2010

Pedro -nanquim 1982 -22x30


A paixão é de comer



A paixão tá no fogo, fervendo no caldeirão.

A paixão assa no forno.

Coisa de comer quente, sem mastigar.

De comer com as mãos, lambendo os beiços.

A paixão é bola de fogo, caldo de vulcão.

Tem cheiro de cangote e entrecoxas.

A paixão é pão amargo que se come embebido em vinagre.

Pão de carne, vinho de sangue.

A paixão é ceia de doze. E sempre cabe mais um na mesa onde serve-se.

Manjar dos deuses, mingau das almas.

A paixão é pra estômagos fortes, tripas de aço, cu de bronze!



Antonio Fabio

As Iás

Postado por Hamilton Lima | em | quarta-feira, setembro 15, 2010

Primeiro Estudo




As Iás
De Jefferson Oliveira

Projeto Quarta que Dança

Edu, com os cabelos transados

Postado por Hamilton Lima | em | sábado, setembro 04, 2010

Edu, com os cabelos transados (2010) - acrílica sobre canson - (21x29x07)



Há muito tempo você anda comigo

Cê sabe, eu me ferro, eu xingo, eu brigo

Eu te ligo no meio da noite

Pra dizer que o mal, o mal mora em mim

O mal pula comigo na piscina e não se afoga

O mal joga xadrez em tardes quentes e não se afoba

Eu não pedi pra minha vida ser como ela é

A ira de Deus, um disco de jazz

O perdão de Deus, um disco de jazz

Nossa vida não vale um amor de uma mulher

Nossa vida não vale um Chevrolet



Mário Bortolotto

Jhonatan e a Coroa de Hibiscos

Postado por Hamilton Lima | em | terça-feira, agosto 03, 2010

Jhonatan e a Coroa de Hibiscos (2010) - acrílica sobre canson - (21x29,07)



Primavera



Ah! quem nos dera que isto, como outrora,
Inda nos comovesse! Ah! quem nos dera
Que inda juntos pudéssemos agora
Ver o desabrochar da primavera!


Saíamos com os pássaros e a aurora.
E, no chão, sobre os troncos cheios de hera,
Sentavas-te sorrindo, de hora em hora:
"Beijemo-nos! amemo-nos! espera!"


E esse corpo de rosa recendia,
E aos meus beijos de fogo palpitava,
Alquebrado de amor e de cansaço.



A alma da terra gorjeava e ria...
Nascia a primavera... E eu te levava,
Primavera de carne, pelo braço!


Olavo Bilac